Instalação passo-a-passo do Ubuntu 10.10

Publicado: 4 de novembro de 2010 em Ubuntu

O Ubuntu é um sistema operacional completamente livre e extremamente simples de utilizar. Está perfeitamente adaptado ao utilizador comum e é bastante útil para todos os utilizadores que façam uso de redes sociais, como Twitter e Facebook, e outros serviços de Internet bastante conhecidos, como o MSN e Gmail.

Tem como grande vantagem ao comum Windows a segurança (é considerado por muitos, como o mais seguro), a velocidade (os tempos de espera de inicialização e encerramento são muito melhores) e a facilidade de utilização.

Além disso, o Ubuntu, por padrão, vem logo com todas as aplicações necessárias para o utilizador comum:

aplicações de redação de textos (uma espécie de word); de folhas de cálculo (equivalente ao Excel); de apresentações de slides (como no PowerPoint); Messengers (para o MSN, Gmail, Facebook, IRC entre muitos outros); Jogos; Gerenciadores de fotos (para poder organizar-las); editor de imagens; e reprodutores de música e vídeo.

É por isso um sistema que à partida tem logo todas as aplicações básicas.

Como para o utilizador comum a instalação de um sistema operacional pode ser complicada, este artigo será uma referência para que possa instalar o Ubuntu sem qualquer dificuldade: ele explica onde obter o Ubuntu, como pode ter o Ubuntu lado a lado com o Windows, como instalar o próprio Ubuntu e ainda referencia algumas utilidades importantes de pós-instalação.

Toda a explicação neste artigo está ilustrada por imagens e ainda está fracionada em várias etapas para que possa satisfazer qualquer utilizador. Além disso, nunca se esqueça que o artigo tem um sistema de comentários onde poderá fazer as suas questões!

Pré-Requisitos

O Ubuntu, para ter as aplicações normais em funcionamento, requer algumas características de hardware. A seguir apresentam-se dois conjuntos de pré-requisitos: o primeiro será os requisitos mínimos (para que o utilizador possa ter o Ubuntu com mínimas condições) e o segundo conjunto terá os requisitos recomendados para ter o Ubuntu (trabalhar com as funcionalidades normais e fluidas, incluindo efeitos visuais que embelezam bastante o ambiente).

Requisitos mínimos:

Os requisitos apresentados nesta subseção são, então, os que permitem o utilizador ter o Ubuntu com o mínimo de características visuais, ou seja, se apenas tiver estes requisitos, terá o Ubuntu a funcionar, mas sem algumas características visuais normais (ver este vídeo para ver essas funcionalidades).

  • Processador: 700MHz;
  • Memória RAM: 512MB;
  • Disco: 2.7GB;
  • Placa de vídeo: qualquer placa gráfica (funcionamento do sistema de efeitos visuais poderá estar condicionado conforme a placa gráfica)

Requisitos recomendados:

Ao contrário dos requisitos anteriores, se o utilizador tiver um computador equivalente ou melhor à configuração apresentada nesta sub-secção, poderá ter o seu Ubuntu a funcionar com todas as funcões normais do Ubuntu, com efeitos visuais bastante agradáveis:

  • Processador: 1.2GHz;
  • Memória RAM: 1GB;
  • Disco: 10GB (espaço suficiente praticamente para ter todos os programas que quer)
  • Placa de vídeo:
    • De preferência a nVidia porque tem bons drivers do próprio fabricante! Para ter todas as capacidades dos efeitos visuais deve ter no mínimo uma Geforce6, no entanto, o funcionamento de uma geforce4 basta para os efeitos visuais comuns.
    • Relativamente ao fabricante ATI, recomendo no mínimo um R300, mas tenha em atenção que esta marca de placas de vídeo tem muitos problemas de drivers para Ubuntu!
    • Quanto aos utilizadores da excelente placa gráfica integrada Intel, qualquer uma superior à GMA 3000 terá bons resultados, aliás, nem será preciso instalar drivers!

Pré-Particionamento

Se tiver apenas o Windows instalado, irá precisar de particionar (dividir) o seu disco. Este processo, simplificando, divide o seu disco em partes de forma a que possa distinguir bem os dados, por exemplo, dividir o disco em duas partições: uma para o Windows e outra para o Ubuntu.

O processo de particionamento, por vezes, leva à perda de dados, pois é uma divisão do disco bem definida, o que, por vezes, pode “recolher” arquivos espalhados pelo disco. Ora, o Windows tem esse grave problema de gravar os arquivos de uma forma dispendiosa, ou seja, pelo disco todo, não criando uma organização. Por isso mesmo, antes de continuar a ler o artigo, recomendo que desfragmente o seu disco onde vai instalar o Ubuntu, de forma que os dados do seu disco fiquem todos juntos e possa particioná-lo sem ocorrerem grandes riscos.

Para tal, utilize já o programa padrão do próprio Windows para desfragmentar o seu disco, pois este processo é demorado e pode ser feito enquanto que lê este artigo.

Além da desfragmentação, é sempre aconselhável fazer uma cópia de segurança dos seus dados, pois, por vezes, o particionamento do disco pode, tal como referido alguns parágrafos acima, “recolher” algum arquivo. Além disso, durante o particionamento, deverá ter o cuidado de não diminuir demais a partição onde estão os seus dados, pois se o fizer perderá dados! É, por isso, também aconselhável fazer uma limpeza ao seu disco de forma a ter mais espaço livre para as novas partições.

Faça download do Ubuntu

Enquanto que desfragmenta o disco do seu computador, recomendo que faça também download do Ubuntu. Conforme a sua conexão à Internet, o download poderá também demorar algum tempo (o Ubuntu tem o tamanho de um CD de 700MB), por isso, enquanto que lê o artigo e faz a desfragmentação, considere fazer download do Ubuntu.

Para não tornar este artigo muito extenso, fiz um artigo à parte onde indica os locais e as formas de fazer download do Ubuntu corretamente. Veja-o neste link:

Veja o post de download do CD do Ubuntu 10.10

Alternativamente, no caso de você não ter uma Internet rápida, poderá utilizar o serviço gratuito do Ubuntu chamado ShipIt, que envia um CD para sua casa sem que você pague qualquer valor monetário! Notifico apenas que este envio demora 4 semanas ou mais! No entanto, se preferir, registre-se e peça-o:

https://shipit.ubuntu.com

Grave o Ubuntu num PenDrive ao invés do CD!

Esta secção do artigo é opcional, no entanto, recomendo-a por vários motivos:

  • Ao gravar o Ubuntu num PenDrive, o processo de instalação do próprio Ubuntu no seu computador será mais rápido;
  • Poupará a sua carteira, pois não irá queimar um CD que poucas vezes fará uso;
  • Poupará o meio ambiente ao não gastar um CD.

Para passar o arquivo o que fez download para um PenDrive, precisa de fazer um procedimento próprio que pode encontrar nesta página:

3 maneiras de instalar o Ubuntu através de um PenDrive

Configure a sua BIOS!

A BIOS é o “programa” que aparece no seu monitor imediatamente a seguir ao carregar no botão de ligar o computador. Ora, uma das funcionalidades muito importantes que a BIOS tem é o fato de ser nela que se define por onde iniciar o computador: pelo disco (e qual o disco, no caso de ter mais que um), pelo CD-ROM ou até pelo PenDrive.

Atualmente, a maior parte dos computadores vem já com a BIOS programada para iniciar pelo CD e/ou pelo PenDrive. No entanto, caso tenha colocado o seu CD ou PenDrive no computador e o computador não tenha iniciado por um desses, então terá de configurar a BIOS de forma a que ela faça o computador iniciar por um desses dispositivos (conforme você tenha escolhido,  pelo PenDrive ou pelo CD).

Como existem muitas BIOS, pois cada fabricante tem o seu próprio software e depois conforme o computador ainda pode variar de BIOS, a modificação das configurações não é explicada neste artigo. No entanto, recomendo que utilize este site que apresenta as várias maneiras de mudar a organização do boot do computador conforme cada BIOS:

http://www.hiren.info/pages/bios-boot-cdrom

No caso de não ter conseguido através desse site, recomenda-se que procure no Google pelo modelo da sua placa-mãe para tentar modificar a BIOS. Este processo é bastante intuitivo, por isso acredito que mesmo que nunca o tenha feito, fará com alguma facilidade.

Inicie o seu computador pelo CD ou PenDrive

Tendo em conta que já tem a sua BIOS a iniciar por um destes métodos, insira o CD ou o PenDrive do Ubuntu no seu computador e reinicie-o para que ele possa iniciar por um desses dispositivos. A princípio, o seu computador irá apresentar uma tela escura com dois símbolos na parte inferior central da mesma.

Assim que ela aparecer deverá clicar logo na tecla ESC (escape), caso contrário o CD iniciará logo o questionário para instalação do Ubuntu. Ao clicar na tecla ESC, o processo será mais rápido: aparecerá a lista de línguas onde deverá escolher a sua.

Depois de escolher a língua a utilizar no seu Ubuntu, ele irá imediatamente alterar-se a apresentar a lista de opções em Português onde deverá escolher a primeira opção (Experimente o Ubuntu sem instalar) para poder experimentar o Ubuntu mesmo antes de instalá-lo. Experimentar o Ubuntu é muito importante para você ambientar-se e para ter a certeza que é mesmo isso que quer: o Ubuntu!

Ao selecionar a referida opção, o Ubuntu irá iniciar pelo CD. O processo pode ser demorado (alguns minutos), pois terá um sistema operativo completo pronto a ser utilizado sem pôr qualquer vestígio no seu disco!

Quando o Ubuntu iniciar, poderá experimentar e poderá ao mesmo tempo proceder à instalação do mesmo. Recomendo que no caso de ter acesso à Internet, ligue já o Ubuntu à rede de modo que durante a instalação o Ubuntu possa atualizar-se logo automaticamente.  Além disso, ao ligar-se à Internet, o utilizador poderá navegar pela Internet e falar com os seus contatos do MSN enquanto instala o Ubuntu! Para se ligar à Internet no Ubuntu, basta clicar no botão com o símbolo do Wireless e escolher a rede que aparecer.

Recomendo então que, enquanto que estiver a proceder à instalação, abra este artigo para se manter fiel ao procedimento e não ocorrerem situações indesejadas.

Particionamento do disco

Noções básicas

Se só tem o Windows instalado, terá de reduzir a partição do Windows para criar algumas outras partições necessárias para o perfeito funcionamento do Ubuntu. Essa redução terá de ser inferior ao espaço livre, se não, perderá dados. Também deverá ter noção de que, tal como referi anteriormente no artigo, deverá desfragmentar a partição que irá reduzir para não perder os dados (se não tem o disco particionado, então ele tem apenas uma partição e por isso terá de reduzi-la para criar outras partições).

Quanto às partições necessárias para instalar o Ubuntu, o meu conselho é utilizar 3 partições para o Ubuntu, no entanto, caso não seja possível (visto que os discos têm um limite de 4 partições primárias), poderá prescindir de uma delas, a chamada Swap. Esta minha recomendação deverá ser seguida de forma a ter um Ubuntu com uma organização excelente que permitirá, num futuro, atualizar para novas versões do Ubuntu sem perder dados, nem sequer ter de fazer cópias de segurança! Isso será possível, pois irá ter uma partição dedicada aos seus dados e às configurações do Ubuntu. Assim, quando quiser instalar outro Ubuntu, ele irá automaticamente buscar essas configurações a essa partição.

Tamanhos das partições do Ubuntu

Além da partição do próprio Ubuntu e da partição dos seus dados pessoais, é aconselhável que faça também uma partição “Swap“, que servirá como ajuda da memória RAM quando houver possíveis excessos de memória usada (é também importante para o Ubuntu hibernar!). Na teoria, esta partição deverá ter o dobro do tamanho da RAM que o seu computador tem, no entanto, não acho necessário criar uma partição superior a 2GB para memória auxiliar. Como no meu caso tenho 2GB de RAM, neste artigo a partição da Swap irá ter 4GB de espaço. Esta partição, nos computadores novos que têm mais de 1GB de memória, poderá ser abdicada em prol de mais espaço para os seus dados.

Quanto à partição do Ubuntu, normalmente denominada, partição da “Raiz”, esta deverá ter o tamanho referido nos pré-requisitos. No mínimo, deverá ter 4GB. No entanto, a minha recomendação é 10GB, pois assim terá espaço para instalar muitos programas. Por exemplo, eu nunca tive problemas de espaço e instalo muitos programas para poder fazer artigos para o meu blog.

Quanto à partição dos seus dados, denominada “/home”, esta deverá ter o espaço necessário para os seus dados (músicas, documentos, filmes, etc.).

Normalmente o que faço é o seguinte: reduzo o máximo de espaço possível da partição do Windows, crio a partição da Raiz de 10GB, crio a partição SWAP conforme a memória, normalmente de 2GB, e o restante fica para a “/home”.

Reduza a partição do Windows!

Para começar, como ainda não tem nenhuma partição e precisa alocar espaço do disco para criar as novas partições, vai reduzir a partição do Windows. Novamente, tenha em atenção que pode perder dados nesta parte do procedimento, por isso, desfragmente o disco e faça cópias de segurança da informação importante.

Para fazer o particionamento, será utilizado o programa Gparted que já está instalado no Ubuntu que você tem atualmente em memória. Esse programa está disponível em Sistema Administração Editor de Partições GParted. Todas as mudanças que fizer só serão aplicadas quando clicar no botão “Aplicar”, até lá poderá fazer e refazer partições à vontade.

Depois de abrir o Gparted, selecione o disco a particionar (se tiver mais que um poderá distingui-los pelo tamanho) e clique no botão “Redimensionar/Mover a partição selecionada“. Deverá reduzir a partição o suficiente para criar as outras partições. No meu caso, irei fazer uma partição de 10GB para a raiz, uma de 2GB para a SWAP e outra de 43GB para a “/home” (a tal partição onde terá todos os seus dados, músicas, filmes, configurações de programas, etc), totalizando 55GB para o Ubuntu e 20GB para o Windows. Assim, a redução que irei fazer será de cerca de 55GB, porque sei que tenho menos de 20GB de informação no disco. Para definir o espaço livre que quer no final basta escrever o valor (em MegaBytes) na caixa de texto intitulada “Espaço Livre Subsequente (MiB)”. Pode aproveitar e etiquetar a partição para saber, quando aplicar as mudanças, se fez tudo bem. Atenção novamente: a redução nunca deverá exceder o espaço livre, caso contrário vai perder dados.

Crie as partições necessárias para o Ubuntu!

Agora que tem espaço para criar partições, selecione a seção intitulada “Sem alocação” e clique no primeiro botão da barra, tal como na imagem seguinte, intitulado “Criar uma nova partição no espaço por alocar selecionado“.

Na nova janela, deverá escolher o tamanho que quer para o Ubuntu, ou seja, para a partição da Raiz do Ubuntu. Além de definir o tamanho dela na caixa de texto “Novo Tamanho (MiB)“, deverá também definir o “Sistema de Arquivos” como Ext4! Depois de definir esses dois valores, clique no botão “Adicionar“. Sugiro também que dê um nome a esta partição, apenas para no final ter noção de que fez tudo corretamente. No meu caso, dei-lhe o nome de “Raiz”.

Em seguida, volte a selecionar a seção cinzenta denominada “Sem alocação” e clique novamente no primeiro botão da barra para criar mais uma partição. Neste caso vai criar a partição SWAP, que não é estritamente necessário ter, mas que eu a recomendo ter! Sendo assim, tal como disse no início desta seção do artigo, é recomendável que esta partição tenha o dobro da RAM, no entanto, penso que não seja preciso mais de 2GB. Pensando exatamente dessa maneira, no meu caso, criei uma partição de 2GB, tal como pode ver na imagem a seguir, onde escrevi o valor 2000 na caixa de texto “Novo Tamanho (MiB)“. Depois de definir o tamanho, tem de definir o “Sistema de Arquivos” para o tipo Linux-Swap. Destaco que voltei a pôr o seu nome no campo Etiqueta, neste caso “Swap” .

Por fim, volte a selecionar a secção com o nome “Sem alocação” e clique novamente no primeiro botão para definir o tamanho da partição da “/home”. Como já estão todas as partições feitas exceto esta, não precisa definir o seu tamanho pois o Gparted define automaticamente o máximo possível. Apenas precisa definir o “Sistema de Arquivos” para o tipo ext4! Sugiro que dê também um nome a esta partição.

Depois deste processo todo, o Gparted deverá ter uma lista de partições semelhante à seguinte:

Nova Partição #5  ntfs                   Windows             x GiB

Nova Partição #2  ext4                  Raiz                    x GiB

Nova Partição #3  linux-swap          Swap                  x GiB

Nova Partição #4  ext4                  Home do Linux     x GiB

No final, depois de  ter a certeza de todas as partições criadas, deverá clicar no botão “Aplicar todas as Operações” (o botão com a imagem de um visto) de modo que proceda ao particionamento. Ao clicar nesse botão, será perguntado se tem a certeza que quer realmente criar essas partições.

Depois de clicar no botão “Aplicar“, o processo de particionamento terá início e deverá esperar até ao fim, sem fazer qualquer interrupção, de modo que não haja erros no processo que pode demorar um tempo considerável.

Instalação do Ubuntu

Tendo em conta que já tem as partições instaladas e prontas a ser utilizadas, neste momento apenas precisa instalar o Ubuntu. Esta é, sem dúvida, a parte mais fácil de todo o procedimento explicado neste artigo. Bastará seguir os passos apresentados no instalador do Ubuntu e, caso precise de ajuda, seguir os mesmos passos explicados de seguida.

Para começar, clique no ícone “Instalar Ubuntu 10.10” para abrir o instalador do Ubuntu.

A primeira questão que o Instalador do Ubuntu fará será qual é o seu idioma, de forma que possa fazer as questões na língua correta. A princípio, se fez todo o procedimento explicado neste artigo, ele irá automaticamente escolher a língua correta, pois já escolheu anteriormente quando iniciou com o Ubuntu.

O segundo passo do Instalador do Ubuntu tem várias informações que deve ter em conta:

  • O instalador indica os requisitos mínimos (que já indiquei no início do artigo);
  • Pede para que tenha o computador ligado à eletricidade: não faça este processo ligado a uma bateria, pois se a instalação for interrompida poderá ter graves consequências;
  • É recomendável que tenha a ligação à Internet de modo que possa usufruir das duas opções que o Instalador lhe questiona. Essas duas opções, que irei explicar a seguir, devem ser apenas escolhidas no caso de ter uma conexão à Internet razoavelmente boa, caso contrário, a instalação poderá demorar muito!
    • A primeira pergunta é se deseja instalar as atualizações automaticamente enquanto se faz a instalação do Ubuntu. Eu recomendo esta opção, no entanto, apenas se tiver uma boa ligação à Internet! No caso de ter uma Internet lenta, não selecione esta opção, mas depois faça a atualização quando estiver no novo Ubuntu;
    • A segunda questão deste passo é referente aos pacotes multimídia que servem para visualizar vídeos e ouvir música em formatos de arquivos patenteados. Para saber mais recomendo que veja este artigo. Recomendo também que utilize este opção, mas se tiver uma conexão lenta, instale esses pacotes depois.

No passo seguinte, deverá escolher o modo de ocupação do Ubuntu no seu disco. Para ter a certeza que tudo ocorrerá corretamente, recomendo que utilize a opção manual (“Especificar as partições manualmente (avançado)”) e clique no botão “Avançar” para definir essas ocupações.

Se escolher a opção referida no parágrafo anterior, ser-lhe-á agora perguntado como quer então preencher o seu disco. Para começar irá definir onde ficará localizada a sua “/home”. Para isso, selecione a partição que escolheu para esse destino (em princípio a partição maior) e clique no botão Modificar (no meu caso, como pode ver, foi a partição /dev/sda3).

Ao clicar no botão referido anteriormente, será aberta uma janela onde deverá preencher os dados da mesma forma que é mostrado na imagem acima. Relativamente ao tamanho da partição não irá mudar, pois já a definiu anteriormente na seção deste artigo intitulada “Particionamento do disco“.

Já na segunda opção, deverá definir o tipo de arquivos mostrado na imagem, ou seja: “Sistema de ficheiros Ext4 com Journal“. Na terceira opção, dependerá da sua situação: se você já tinha um Ubuntu instalado da mesma forma explicada neste artigo, então não ponha o visto para formatar, caso contrário perderá os seus dados; Se, no entanto, esta é a primeira vez que está a utilizar este método e, aliás, criou estas partições novas, então, ponha o visto em “Formatar a partição“.

Por último, e muito importante, na opção “Mount point” deverá escolher a opção “/home”, pois será a partir desta opção que o Ubuntu saberá que esta partição será para armazenar todos os seus dados e configurações. Depois disso, clique em OK.

Em seguida, deverá selecionar a partição para a raiz do Ubuntu, ou seja, a partição para o Ubuntu em si. A princípio (se seguiu este artigo) esta partição terá o tamanho de 10GB por isso é fácil de encontrá-la. Por isso, selecione-a e clique também no botão modificar. Ao clicar nesse botão é apresentada uma janela semelhante à imagem anterior.

Para começar, tal como a partição anteriormente referida, não precisa modificar o seu tamanho, por isso, na primeira opção não modifique nada. Relativamente à segunda opção, deverá escolher também o mesmo tipo de ficheiros “Sistema de ficheiros Ext4 com Journal“. Como não tem qualquer interesse os dados que estiverem nesta partição, adicione o visto na opção “Formatar a partição“.

Por fim, na opção “Mount Point“, que indica o propósito da partição, deverá escolher a opção “/” que significa a raiz do Ubuntu, ou seja, a partição onde estará o Ubuntu!

Relativamente à partição SWAP, esta como tem o tipo de arquivos “Linux-Swap” é sempre detectada automaticamente pelo Ubuntu, por isso não precisa de modificar nada.

No final da configuração do Ubuntu no seu disco, a janela do Instalador do Ubuntu deverá ser bastante semelhante à imagem anterior (clique nela para ver melhor). Ou seja, deverá ter duas partições com o tipo de ficheiros ext4e nessas duas partições terá de ter alguma coisa definida na coluna “Ponto de Montagem“. Se tiver assim, clique no botão Instalar Agora para começar a instalação!

Enquanto o Ubuntu instala, o utilizador ainda deverá responder a algumas questões importantes. A primeira, tal como se demonstra na imagem anterior, serve para você ter o relógio do seu computador acertado, conforme a sua localização no mundo. Sendo assim, através do mouse, clique na sua localização e depois clique no botão Avançar.

A opção seguinte questiona o utilizador sobre qual é o seu teclado. Existem muitos teclados no mercado e cada um tem a sua especificação concreta. Normalmente o Ubuntu descobre automaticamente e corretamente o seu teclado, por isso experimente na caixa de texto alguns caracteres especiais para ter a certeza que é realmente este o teclado que está a utilizar (recomendo caracteres com acentos e símbolos diferenciados).

Se o Ubuntu não descobriu corretamente qual era o seu teclado, clique no botão “Figure Out Keyboard Layout“. Este botão abrirá uma janela que lhe fará algumas questões onde deverá digitar as combinações de teclas que ele pedir. Responda-as e verá que o Ubuntu encontrará muito rapidamente qual o seu teclado!

Finalmente, o último passo, o instalador perguntará informações sobre você, nomeadamente o seu nome (que será utilizado depois para mostrar na janela de login), o nome de utilizador e a palavra passe (senha) que servirá tanto para consentir ao Ubuntu como para instalar aplicações. Leve em consideração que esta palavra passe deve ser complicada, ou seja, com caracteres diferenciados (como letras+números)! Deverá escolher uma palavra passe (senha) em que o Ubuntu a considere forte.

Depois dos campos estarem preenchidos, clique no botão Avançar. O Ubuntu não fará mais nenhuma questão e irá continuar o processo de instalação. Este processo de instalação pode ser demorado se escolheu fazer atualizações e instalar os pacotes multimídia. Mais demorado ainda poderá ser se você tiver uma conexão lenta. Por isso, navegue pela Internet e fale com os seus contatos através do messenger do Ubuntu enquanto espera que o processo conclua. De forma que tenha noção do tempo, no meu caso, que tenho uma Internet rápida, escolhi instalar automaticamente as atualizações e pacotes multimídia, o processo de instalação demorou mais de uma hora!

No final da instalação o Ubuntu perguntará se você quer reiniciar o computador e começar a usufruir do novo Ubuntu ou não! Neste caso, deverá clique então botão “Reiniciar agora”!

Pós-Instalação

Após a instalação do Ubuntu, poderá instalar algumas aplicações que, por experiência própria, acho que são de muita utilidade para quase todos os utilizadores. Por isso, recomendo que veja dois artigos muito importantes que eu outrora fiz: o primeiro é dedicado aos pacotes multimídia já referenciado neste artigo e o segundo é um artigo que dá a conhecer funções e aplicações muito importantes para o Ubuntu (este artigo, apesar de ter sido escrito para o Ubuntu anterior, funciona na totalidade para este atual):

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